domingo, 29 de maio de 2016

Rise of the Tomb Raider

Com meu chapéu de jogador casual na cabeça, digo que Rise of the Tomb Raider (Xbox One) é muito bom. Gráficos e trilha sonora são bem feitos — o tema da Cisterna Antiga merece destaque —, a jogabilidade é excelente e o enredo interessante.


À medida que ganhamos experiência, podemos desbloquear, nos acampamentos — usados para viajar de uma região a outra rapidamente —, várias habilidades e aprimoramentos (capacidade de carregar mais munição, eliminação furtiva silenciosa, maior resistência a dano, etc.). Lara Croft vai acumulando recursos naturais também, arrancando minério de cavernas, coletando cogumelos, madeira, óleo, caçando bichos (pele, galhadas; ursos e lobos são os mais difíceis), usados para construir melhorias para as armas e roupas. Armas adicionais estão disponíveis, divididas em pedaços, em baús espalhados pelo território. Relíquias e murais aumentam a proficiência em línguas (russo, mongol, grego), permitindo a leitura de monólitos, que por sua vez, além de aumentarem a experiência, disponibilizam no mapa a localização de certos itens — isso facilita pacas, pois muitos deles estão escondidos, principalmente moedas.

Além de caçar animais e matar inimigos, temos que resolver quebra-cabeças complicados (alguns nem tanto) para abrir caminhos, como nas tumbas de desafio opcionais, cujos prêmios são habilidades.


Armas que mais usei: arco composto (fechas explosivas são úteis, porém escassas, pois fabricá-las requer minério) e escopeta de repetição. Quando a munição acabava (e eu já estava lascado ☺), recorria ao fuzil de assalto. A pistola pesada usava para ataques furtivos depois de obter o silenciador. Serve como alternativa às flechas para pegar os camaradas sem chamar a atenção. Na vestimenta, traje patrulheira siberiana.

Não sou muito chegado em jogos totalmente em primeira pessoa. Rise of the Tomb Raider me agrada porque é um misto entre terceira e primeira pessoa. Em boa parte do tempo controlamos Lara em terceira pessoa.


Ponto negativo é que, apesar de algumas regiões serem amplas e poderem ser exploradas por horas a fio (Base Soviética e Vale Geotérmico, por exemplo), o jogo é um pouco curto.

Terminei com 76% concluído. Muita coisa ficou para trás. Agora é voltar, área por área, e tentar completar o que faltou.

Recomendado!

Finalmente fontes legíveis no openSUSE Leap 42.1

Trabalhar com informações erradas dificilmente produz bom resultado. Sempre pensei que o pacote freetype2 do openSUSE vinha com subpixel rendering. Porque o panaca aqui via no pacote fonte o arquivo freetype2-subpixel.patch contendo:

Index: freetype-2.5.4/include/config/ftoption.h
===================================================================
--- freetype-2.5.4.orig/include/config/ftoption.h
+++ freetype-2.5.4/include/config/ftoption.h
@@ -92,7 +92,7 @@ FT_BEGIN_HEADER
   /* This is done to allow FreeType clients to run unmodified, forcing     */
   /* them to display normal gray-level anti-aliased glyphs.                */
   /*                                                                       */
-/* #define FT_CONFIG_OPTION_SUBPIXEL_RENDERING */
+#define FT_CONFIG_OPTION_SUBPIXEL_RENDERING
 
 
   /*************************************************************************/
@@ -604,7 +604,7 @@ FT_BEGIN_HEADER
   /*   This option requires TT_CONFIG_OPTION_BYTECODE_INTERPRETER to be    */
   /*   defined.                                                            */
   /*                                                                       */
-/* #define TT_CONFIG_OPTION_SUBPIXEL_HINTING */
+#define TT_CONFIG_OPTION_SUBPIXEL_HINTING
 
 
   /*************************************************************************/

Imaginava eu: ahh, está ativo.

Só que não estava. Na seção %prep de freetype2.spec tem isto:

%define enable_subpixel_rendering 0
%setup -q -n freetype-%{version} -a 1
%patch1 -p1
%patch308961 -p 1
%patch202 -p1
%if %{enable_subpixel_rendering}
%patch200 -p1
%endif

Aquele %define ali é o causador do sofrimento. Maldito!

Este post no fórum do openSUSE esclareceu a questão.

Daí a solução veio fácil. Adicionar um repositório contendo uma compilação da libfreetype.so.6 com subpixel rendering.

# zypper ar -f -n 'namtrac FreeType' http://download.opensuse.org/repositories/home:/namtrac:/subpixel/openSUSE_Leap_42.1/ namtrac-subpixel
# zypper -n --gpg-auto-import-keys dup
# sed -i '/^USE_LCDFILTER=/ s/lcdnone/lcddefault/' /etc/sysconfig/fonts-config
# sed -i '/^USE_RGBA=/ s/none/rgb/' /etc/sysconfig/fonts-config
# fonts-config

No GNOME Tweak Tool, em "Fontes", configure "Suavização" como Rgba. Ajuste "Sugestões" a gosto (no GNOME 3.20 o padrão mudou de medium para slight). A diferença é dramática. As capturas de tela abaixo foram feitas com as modificações aplicadas.

GNOME Tweak Tool → Fontes

YaST2 → Sistema → Editor do /etc/sysconfig
Esta configuração (junto com USE_RGBA) já foi feita via linha de comando (ver acima)

/etc/sysconfig/fonts-config é um (útil) SUSEismo, que ajusta a bagunça de /etc/fonts para nós. Sobre ela, o GNOME aplica sua configuração. GNU/Linux e suas peculiaridades.

Os patches infinality são aplicados no pacote. No arquivo /etc/profile.d/infinality-settings.sh (cujo conteúdo está todo comentado) diz que, a partir da versão 2.6.2-1 (no momento o pacote usa a 2.6.3-3), o estilo "ultimate3" é habilitado internamente por padrão. Não conheço o funcionamento desse negócio. Fica assim, está de bom tamanho.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Bugs do Firefox para monitorar

Dois bugs do Firefox me interessam no momento.

https://bugzilla.mozilla.org/show_bug.cgi?id=1196266

Fazer o navegador usar na barra de título a cor configurada pelo usuário, no Windows 10, quando a opção "Configurações → Personalização → Cores → Exibir cores em Iniciar, na barra de tarefas, na central de ações e na barra de título" estiver habilitada. Na atual versão 46, sempre é usada a cor cinza. Esse recurso existe desde a compilação 10525.

https://bugzilla.mozilla.org/show_bug.cgi?id=513159

No Linux, usar a barra de título para colocar as abas, acabando com desperdício de espaço vertical. Antigamente podíamos obter resultado parecido com a extensão HTitle (descontinuada). A Canonical aplica um patch downstream que faz algo similar no Unity. Esse bug trata da solução oficial cross-distro e depende da integração com GTK+ 3, que está mais ou menos completa e é padrão nas compilações da Mozilla a partir da versão 46. Para variar, ainda há bugs e, com exceção das distribuições aventureiras, os empacotadores estão hesitando habilitá-la nos ciclos estáveis.

domingo, 22 de maio de 2016

Esconder backdoors é para os fracos

A Allwinner distribui um kernel Linux modificado (usado, por exemplo, nas placas Banana Pi e Orange Pi) para sua família de SoC ARM sunxi. Até aí nada demais. Infelizmente é prática comum na indústria, que tem dificuldades de trabalhar junto ao upstream e fazer versões mainline funcionarem em seus produtos.

Porém os caras esqueceram (?) de remover um código que permite qualquer um obter acesso root sem dificuldade alguma:

Allwinner Technology committed to resolving Linux Kernel software issue (GitHub)

Fail. Ou não.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Windows Update do 7 é uma lesma (II)

A lentidão do Windows Update do 7 é consertada (ver este artigo da Microsoft) com KB3177467 (atualização do maquinário do Windows Update, requerida pelo pacote quase SP2 KB3125574) e KB3172605. Portanto, minha recomendação é numa instalação limpa do 7 Service Pack 1 começar com:

- KB3177467 (substitui KB3020369): pré-requisito para KB3172605 e KB3125574.
- KB3172605: conserta lentidão do Windows Update.
... reiniciar ...
- KB3125574: pacote à la Service Pack 2.

Vale o mesmo ao integrar na mídia de instalação.

Links diretos para KB3125574 peguem lá no blog RETROWARE.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Quase um Service Pack 2 para Windows 7

Simplifying updates for Windows 7 and 8.1 (Windows for IT Pros) (via Ars Technica)

Até que enfim! Constrangedor é o treco depender do Microsoft Update Catalog, que até mesmo no Internet Explorer precisa de gambiarras. Antes isso do que nada...

segunda-feira, 16 de maio de 2016

BCM4313 caindo no Windows 10

Este adaptador sem fio da Broadcom (14e4:4727) é uma desgraça. Só incomoda, tanto no Windows quanto no Linux. A todo momento a conexão para de funcionar, ficando "nula ou limitada". Igualmente ao 7, a saída no 10 é fazer um downgrade do driver 6.30.x.x para o 5.100.x.x.

Não precisamos catar drivers por aí. O próprio Windows 10 tem versões anteriores em sua biblioteca. Vá nas propriedades do adaptador no gerenciador de dispositivos e atualize-o, mandando procurar no computador. Desmarque "Mostrar hardware compatível" e escolha "Dell Wireless 1490 Dual Band WLAN Mini-Card". Ignore o aviso sobre possíveis problemas de compatibilidade.


Ficará assim:

6.30.223.256 → 5.100.245.200

domingo, 15 de maio de 2016

Desativando o Windows Defender no 10

Atualizei para o 10 minha última máquina que ainda rodava o Windows 7. Fora a mão de obra de fazer uma instalação limpa depois de ganhar a licença grátis, não enfrentei surpresas. Nesta compilação 10586 (versão 1511, vulgo Threshold 2), o 10 está bem razoável. Só pelo Windows Update menos lento vale o upgrade. E, falemos a verdade, o 7 está aos poucos virando um cacareco. Era hora de aproveitar a oferta, visto que a boca livre termina no final de julho.

Entrave foi o Windows Defender, que é o Microsoft Security Essentials embutido no sistema a partir do 8. Há pencas de tutoriais pela internet explicando como desativá-lo. Quem tem o 10 Pro ou Enterprise, pode fazê-lo via GPO, que é o meio mais garantido, pois nem manualmente é possível ativá-lo usando a interface do programa depois.

Sempre citam:

Configuração do Computador → Modelos Administrativos → Componentes do Windows → Windows Defender
    Desativar Windows Defender (Habilitado)

Acontece que não existe no Threshold 2! Correto é:

Configuração do Computador → Modelos Administrativos → Componentes do Windows → Endpoint Protection
    Desativar Endpoint Protection (Habilitado)

Marcos, para que isso? Ao instalarmos outros antivírus eles geralmente não desativam o Defender automaticamente? Sim. É que não uso antivírus. Não sou adepto do óleo de cobra. As unidades de execução do meu processador agradecem.

domingo, 8 de maio de 2016

Debian dá adeus a CPUs pré-i686

Debian i386 architecture now requires a 686-class processor (debian-devel-announce) (via Phoronix)

O Debian tem tradição de suportar hardware velho. Enquanto outras distribuições já abandonaram por completo o conjunto de instruções x86-32 (RHEL, SLE), ou tratam-o como secundário, só agora foi decidido que processadores pré-i686 não serão mais suportados no futuro Debian 9 (Stretch).

Anteriormente, o 3.1 (Sarge) removeu suporte ao i386 e o 6 (Squeeze) ao i486 — os guias de instalação do 6 e 7 (Wheezy) estão errados. Desde o 6 até o atual 8 (Jessie), processador i586 (Pentium e compatíveis) é requerido.

Portanto, a versão x86-32 do Debian 9 requererá no mínimo: Intel Pentium Pro, AMD Athlon, VIA C7.