segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Windows Update do 7 finalmente consertado

Já circula pelos fóruns a notícia. A lentidão insuportável do Windows Update do 7 é consertada pela atualização KB3172605, como descrito neste artigo da Microsoft.

Atualizei o post sobre o assunto: Windows Update do 7 é uma lesma (II)

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

NCQ TRIM

A opção de montagem discard em geral prejudica o desempenho, pois os comandos TRIM esvaziam a fila NCQ, aumentando a latência. A especificação SATA 3.1 (julho de 2011) traz NCQ TRIM, async TRIM, que não drena a fila e, em teoria™, não prejudica o desempenho[1].

Foi adicionado ao kernel 3.12:

libata: Add support for SEND/RECEIVE FPDMA QUEUED
libata: Add support for queued DSM TRIM

O dispositivo precisa dizer ao sistema operacional que suporta o recurso. De alguns anos para cá, estão disponíveis SSDs com a tecnologia no mercado. Infelizmente, com uma tonelada de bugs. Muitos firmwares simplesmente corrompem dados ao receberem comandos NCQ TRIM. Foi necessário criar uma lista negra de modelos e versões de firmware com suporte quebrado (ver arquivo drivers/ata/libata-core.c no código fonte do kernel).

Na versão 4.2, ficou mais fácil ver o estado do suporte via sysfs, bem como habilitar ou não através de opções de boot:

libata: Expose TRIM capability in sysfs
libata: Allow NCQ TRIM to be enabled or disabled with a module parameter

Até o momento, a recomendação continua sendo não usar a opção discard e rodar o fstrim de vez em quando. Inclusive a suíte util-linux distribui fstrim.service e fstrim.timer com essa finalidade.

Quem tiver um SSD moderno, com firmware atualizado, e /sys/class/ata_device/devX.Y/trim contiver queued, pode arriscar adicionando discard no fstab e desabilitando TRIM periódico (batched discard) com systemctl disable fstrim.timer (Ubuntu usa um script em /etc/cron.weekly/fstrim; comentá-lo deve servir). Não me responsabilizo se você perder todos seus dados.


[1] Sempre há otimizações a serem feitas nos sistemas de arquivos, como estas propostas para o XFS por Christoph Hellwig.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Fontes de PCs Dell

Fontes de PCs compactos (Small Form Factor — SFF) da Dell usam geralmente dois formatos de uns tempos para cá:

SFX low-profile (5 cm x 10 cm) ou TFX (6,5 cm x 8,5 cm).

Enquanto modelos antigos usavam LFX (6,2 cm x 7,2 cm).

Neste artigo do Clube do Hardware há mais informações sobre os padrões.

O problema é achar para vender algo de boa qualidade nesses formatos. TFX é um pouco menos difícil de encontrar sem recorrer à Dell (mas, é claro, no Brasil o grau de dificuldade é sempre maior). Temos os modelos, dentre as marcas nobres, FSP FSP300-60GHT, SeaSonic SS-300TFX e SS-350TGM.

Infelizmente, parece que a empresa tem usado formatos proprietários nos seus PCs SFF recentes. E nem todas as séries, nas versões minitorre (MT), trazem fontes ATX convencionais; gambiarras estão descartadas, porque o gabinete é estreito demais.

Pelo jeito, garantia de poder trocar de fonte à vontade só nos XPS, que usam o padrão ATX convencional. Nos Precision minitorre mais simples (série 3000)[1], até é possível trocar por outra não original, visto que o tamanho é compatível, porém é necessário um adaptador, pois a Dell fez o favor de substituir o tradicional conector ATX de 24 pinos por uma estrovenga de 8 pinos[2].


[1] A série 5000 usa outra jabuticaba. Ok, sendo justo com a Dell, o objetivo daquela plaquinha é tornar a fonte destacável. Substituível sem necessidade de mexer nos cabos internos. Supõe-se que quem compra uma máquina cara assim possa arcar com peças originais mais tarde.
[2] Os OptiPlex MT antigos eram assim também.