quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Maldito Bluebirds dos drives ópticos LG

A LG andou colocando em alguns de seus drives ópticos um software inútil para Windows chamado Bluebirds. Depois, ao constatarem a burrada, disponibilizaram atualizações de firmware removendo-o.

Este aqui é um GH22NS50 com firmware TN00:



A porcaria aparece como um disco (CDFS) enquanto uma mídia de verdade não for inserida.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Novidades do XFS

EXT4 é legado

Upcoming XFS Work in Linux v4.8 v4.9 and v4.10+ (Oracle Mainline Linux Kernel Development)

Darrick J. Wong, da Oracle, juntou-se ao time de desenvolvimento do sistema de arquivos XFS e tem feito contribuições significativas.

No kernel 4.8, foi adicionada mais uma árvore B+, que mapeia, dentro dos metadados, cada bloco a seu dono[1]. Na versão 4.9, foi introduzido suporte ao compartilhamento de extents, cujo pilar é outra outra árvore B+[2]. Assim, copy-on-write[3], um dos diferenciais do Btrfs, chega ao XFS[4].

Ambos recursos dependem do formato V5 e são experimentais.

A árvore B+ adicionada no kernel 4.8 (rmapbt) será aproveitada a partir do kernel 4.11, que, confirmado o cronograma, trará capacidade de autoconsertar alguns problemas na estrutura do sistema de arquivos sem precisar desmontá-lo. Dependerá, no espaço de usuário, da ferramenta xfs_scrub da suíte xfsprogs[5], que interagirá com o kernel através de uma nova requisição da chamada de sistema ioctl()[6].

Levando em conta como o formato V5 foi desenvolvido, suponho que demore cerca de um ano para tais novidades maturarem.

Durante a instalação, o Red Hat Enterprise Linux 7.3 cria XFSv5 (sem finobt/spinodes). Do 7.0 ao 7.2, era criado XFSv4. Aos poucos, o novo formato e seus recursos são adotados em ambientes de produção.


[1] xfsprogs 4.8.0+: mkfs.xfs -m rmapbt=0|1.
[2] xfsprogs 4.9.0+: mkfs.xfs -m reflink=0|1.
[3] User notes on dedupe (Btrfs wiki); XFS has gained super CoW powers!.
[4] XFS não suporta subvolumes como o Btrfs; portanto, apenas arquivos individuais podem ser reflinkados; como exemplo de implementação, ver este commit do systemd.
[5] xfsprogs 4.11.0+ provavelmente.
[6] XFS_IOC_SCRUB_METADATA, que dependerá da opção CONFIG_XFS_ONLINE_REPAIR, desabilitada por padrão enquanto for experimental.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

ReCore


Armação K-9 (cão) com núcleo azul de personalidade "Mack"; Joule Adams, a heroína

ReCore (Xbox One): https://www.recoregame.com

Mesmo não tendo a mesma qualidade de Rise of the Tomb Raider, gostei do jogo. Pena ReCore ser bem bugado. Numa das masmorras, entre uma sala e outra, o motor do jogo simplesmente falhou em renderizar o cenário inteiro, que ficou 100% branco. Arrisquei fazer Joule "entrar" ali: "caiu" por vários segundos no branco total até morrer. Bug bizarro. Além de vários outros glitches menores, como objetos que podem ser parcialmente atravessados e regiões nas beiradas dos cenários em que Joule não tem mais como subir e, se cair e morrer, o último ponto de salvamento retorna ao local sem saída. Depois que terminei-o, saiu uma atualização. Tomara que comecem a diminuir a quantidade de bugs.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Windows 10 rodará sobre ARM

Thinking About x86 Emulation on ARM (Thurrott.com)
ARM-Based Windows 10 Portable PCs!? Hell Yes! (Thurrott.com)

Não. Não trata-se de um novo Windows RT. É o Windows 10 de verdade. Mais: será capaz de rodar programas Win32 (x86) graças a um emulador que a empresa está desenvolvendo. Virá após a atualização Redstone 2 ("Creators Update"), lá pelo final de 2017.

Haverá certo impacto no desempenho ao rodar programas Win32. No entanto, com os avanços dos SoCs ARM, será suficiente para códigos não tão exigentes. Aqueles que precisarem de máximo desempenho, poderão requerer hardware x86 ou disponibilizar uma versão ARM nativa (algo que deverá envolver alguns ajustes e uma recompilação). Acredito que o atual esforço de padronizar a plataforma ARM com UEFI+ACPI está dentre os pilares técnicos da decisão.

Grande notícia! Ninguém mais aguenta o monopólio (ou oligopólio caso a AMD consiga sair das cordas com o Zen) do mercado de processadores x86. O anúncio trata exclusivamente de SoCs da Qualcomm. Não é de duvidar, porém, que, caso faça sucesso, chips de outros fabricantes sejam certificados para rodar o sistema. É do interesse da Microsoft estancar a sangria de usuários. O Windows está entrincheirado em vários mercados, mas, para o mero consumidor de conteúdo, a tendência nos próximos anos é o sistema operacional gradualmente ir perdendo relevância. Ter o Windows 10 rodando em, digamos, SoCs baratos da MediaTek é uma forma de combater isso. Ademais, como especula Paul Thurrott, a mesma tecnologia pode ser levada ao Windows 10 Mobile.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016