quarta-feira, 17 de maio de 2017

Novidades do EXT4

Fiquei um tempo afastado do EXT4. Por mais que mostre sua idade e seja considerado obsoleto pela Red Hat e Oracle, ainda é provavelmente o sistema de arquivos mais usado no mundo Linux.

Existem trezentas opções que podem ser habilitadas ou não no momento da criação do sistema de arquivos. E mais! O mesmo pode ser feito em sistemas existentes. Antes que pensem que acho isso bom: não acho. Porém é assim que os EXT vêm sendo desenvolvidos há décadas; logo, saudemos a tradição!

A partir do kernel 3.5, suporta checksums dos metadados. Considerado estável desde o 3.18. Quão estável? Não tenho ideia.

Parte 1: 64bit

Recurso adicionado na versão 1.42 da suíte e2fsprogs e presente desde o antigo kernel 2.6.28. O mke2fs (e atalho de conveniência mkfs.ext4) cria EXT4 com a opção 64bit ao detectar dispositivo maior que 16 TiB (auto_64-bit_support = 1 em /etc/mke2fs.conf) — mais especificamente 232 * tamanho_do_bloco (em 99% dos casos 4 KiB). Sem ele, não é possível formatar dispositivos acima dessa marca: o comando falhará. Podemos forçar a criação de volumes menores com o recurso habilitado usando a opção -O 64bit. Contudo, existe um bug no mke2fs, que impede o redimensionamento posterior caso o volume seja criado com essa opção e seja maior que o limite imposto pelo endereçamento de 32 bits (improvável usuários domésticos depararem-se com isso). Foi consertado na versão 1.42.10.

A partir da versão 1.43, 64bit é finalmente habilitado por padrão independentemente do tamanho do dispositivo \o/. Tais volumes são suportados desde o GRUB 2.02-beta1.

Parte 2: metadata_csum

Requer e2fsprogs 1.43 ou superior. Funciona melhor junto com 64bit. Por que não é requerido então? Sabe-se lá... coisas dos EXT.

Não interfere na compatibilidade com o GRUB.

Resumo

Tendo uma distribuição com kernel ≥ 3.18, e2fsprogs ≥ 1.43 e GRUB ≥ 2.02-beta1:

# mkfs.ext4 -O metadata_csum /dev/<dispositivo>

Mais ou menos, é equivalente ao XFSv5 no EXT4. Mas... ainda com limite de 16 TiB por arquivo. Há a opção bigalloc para remediar, porém recomendo migrar para outro sistema de arquivos (XFS, Btrfs) caso a limitação impacte seu uso.

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